Para quem está sem esperanças em 2018


Em 2014, recebi um golpe forte ao perder meu único primo em um acidente de carro. No ano seguinte, me casei. 2016 foi o ano da mudança. Perdi minha motivação no trabalho que amava e sai da minha comunidade de fé que era tão engajado. Já em 2017, que prometia ser o ano mais importante da minha vida, infelizmente, tive que assistir meu casamento chegar ao fim.
Comecei 2018 sem razão para celebrar. Me vejo atravessando um momento de solidão e escuridão dentro da alma, sem motivação para continuar acreditando naquilo que antes pareciam ser imutável dentro do meu coração. Não resisti a dor mais profunda que já senti na vida e deixei-me ser abatido por diversas vezes com pensamentos pesados  sobre a vida, sobre mim e sobre tudo. Hoje, vivo a minha dor sabendo que ela pode ser compartilhada, mas jamais transferida. E foi aí, nessa falta de força total, que passei a me lembrar do Cristo.

Passei a me lembrar que o Servo sofredor que, no meio do breu da morte, diante dos seu pior momento, recorreu ao Pai e intimou suas virtudes que já quase encontravam-se adormecidas para que retornem a seus devidos lugares. Deus o ajudou a lembrar-se de quem Ele era. Ele soube que era Filho de um pai amoroso. Foi quando a coragem sumiu, a perseverança passou a não existir, quando se encerrou a temporada da paciência e o respeito à vida já não fazia mais sentido que, Jesus, mesmo sendo Deus, caiu numa desolação sem tamanho, mas fixou-se naquilo que seu Pai representava e na segurança daquilo que Ele havia dito.
Passei a ver, durante este calabouço solitário, que o sofrimento destrói até mesmo os que julgam-se mais poderosos, acaba desmontando orgulhosos convictos, lembrando os vaidosos da sua prepotência infame, fazendo ruir a nada aqueles que se envaidecem das suas condutas morais e éticas mais rígidas. O sofrimento é o mais democrático dos sentimentos, é como aquele marceneiro rígido que apara arestas sem dó para eliminar os excessos, dando origem a algo mais sofisticado e belo.
Deus nos ensina que somente os seus servos sofredores são capazes de reconhecer seus limites mais essenciais, recebem a habilitação de explorar novos horizontes que não conheciam antes, conseguem  reconhecer o amor verdadeiro daqueles que prometeram nunca o abandonar, sabem-se pertencentes a sua humanidade mais profunda e sensível, ganham de presente uma mente fortalecida para encarar qualquer nova situação, e, com tudo isso,também vem um coração todo reformado para lidar com novas missões, paixões e amores. Deus escolhe amar os sofredores.

Para aqueles que, assim como eu, tem a sensação de que perderam tudo, que não reconhecem a esperança no próximo, que se encontram em uma situação irremediável, aqueles que sua saúde lhe foram subtraída, que até mesmo não veem sentido em existir mais, para esses, Deus tem um pacote novo de recomeços.
Parece que não, mas o sofrimento é um privilégio. Somente quem passou pelo sofrimento ao lado de Deus sabe o que é compaixão, experimenta a misericórdia diária, tem a chance de conhecer a solidariedade divina. Somente quem está diante da escuridão mais profunda tem o privilégio de se parecer com Cristo, e a sorte de criar caminhos com endereço ao arrependimento e as confissões mais escusas diante do trono.
Só quem perdeu tudo que lhe trazia conforto, certeza e segurança e passou a ter somente a palavra empenhada de Deus tem a oportunidade de  subverter seus juízos mais antigos e não imputar sentenças mais severas sobre si, só quem sofre acompanhado de Deus tem a chance de promover novas  reconciliações necessárias consigo, com Ele e com o mundo. Só quem sofre pode amar ao Senhor.
Repare na bíblia como estar abatido é uma condição comum das pessoas que Deus mais usou na vida inteira, mas sofrimento nenhum nesse mundo, tem o poder de tirar a esperança daqueles que sabem que não isso aqui tudo que passamos hoje não é permanente.
Quando me vejo sem ter tudo que julgo precisar ter, lembro-me da recomendação:
“Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.” 1 Coríntios 15: 19
Uma coisa é certa sobre o sofrimento: Nem doença, nem a morte, nem o fim de um amor, nem a pior das dores pulsando no corpo, podem calar o que o  Filho fez naquela cruz. Toda dor acompanhada de Deus, é realmente, por enquanto.

Feliz novo ano. Feliz novo você. Deus tem muito mais para nós.
Fonte: http://minhavidacrista.com

O amor eterno


O ser humano é curioso: por um lado, queremos que muita coisa permaneça como sempre foi. Por outro, precisamos constantemente de inovação, novidade, renovação. Algumas coisas mudam e nos chateamos por isso: “Estava tão bom, poxa vida, não precisava mudar!”. Já outras nos levam a ansiar por transformação: “Não aguento mais isso, bem que poderia ser diferente”. A virada do ano é uma ocasião propícia para reflexões sobre a chegada do novo e o abandono do velho (ou não), por isso aproveito este momento para refletir um pouco sobre um processo de mudança dos mais inevitáveis que há: o das pessoas. (E, antes de tudo, quero deixar bem claro que este texto nãose refere a relacionamentos conjugais, que têm uma dinâmica própria e devem ser vistos como uma categoria à parte).
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 “O que foi tornará a ser, o que foi feito se fará novamente; não há nada novo debaixo do sol” (Ec 1.9), escreveu o sábio. E se tem algo que não muda é a certeza da mudança das pessoas. Você pode verificar isso usando a si mesmo como exemplo: você é o mesmo que há dez anos? Eu não. Muita coisa mudou em mim: ideias, valores, sonhos, objetivos, prioridades, gostos, temperamento… tanta coisa! Perceba que você já foi muitas pessoas diferentes ao longo dos anos e, se conseguir se dar conta dessa realidade, essa percepção lançará um olhar mais complacente à mudança do seu próximo.
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Eu sei que mudei, e muito. Hoje não tenho paciência para muita coisa que me fascinava na juventude. Não valorizo grande parte do que valorizava. Não admiro mais o que admirava. Observo o mesmo nas pessoas ao meu redor. Por essa razão, trocamos de amizades com frequência. Nosso melhor amigo de infância será um estranho aos 30 anos. Nosso unha-e-carne da juventude terá gostos bem diferentes na meia-idade. Adultos com quem convivemos antes da conversão se tornam pessoas que não nos agradam após conhecermos Cristo. Gente que morria de saudade de nós agora mal lembra que existimos. Aqueles que nos confidenciavam as profundidades de sua alma hoje tornaram-se oceanos profundos de segredos e pensamentos não compartilhados. Companhias constantes agora são esporádicas. E assim por diante. É natural. É a vida. Não há nada novo debaixo do sol.
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 Quando você se dá conta de que pessoas mudam, vive mais feliz. Pois, se espera que o próximo seja eternamente quem é hoje, sofrerá enormes decepções. Porém, se entende que virtudes e características que o fascinavam em alguém naturalmente se perdem pelo caminho e que isso inevitavelmente os distanciará, dará de ombros e prosseguirá em paz. Mais conformado. Sem frustrações. É o que é… paciência.
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 Meu irmão, minha irmã, o ano novo chegou, mas ele é tão velho quanto o que passou. A mudança de calendário significa apenas mais uma volta da Terra em torno do Sol. A realidade é que o que mudará no ano que chegou não é o ano, mas as pessoas, e não em consequência da mudança de ano, mas pelo fato de serem pessoas. Acostume-se à ideia. Respeite a transformação alheia. Deixe ir embora quem não quer ficar. Aceite que você já não é tão importante assim para quem um dia não conseguia viver sem você. Acolha com alegria quem chega. Essa é a dinâmica dos relacionamentos, que se baseia em um princípio elementar: pessoas mudam.
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Abrir-se para a chegada do novo obrigatoriamente significa abrir-se para a transformação do antigo. Não exija do próximo a imutabilidade. Respeitar que a pessoa que você amava de determinada maneira mudou e hoje é outra bem diferente faz parte de amar tal pessoa. E, se você está disposto a amar o próximo como a si mesmo, isso significa, entre outras coisas, respeitar as mudanças dele que o fizeram se afastar de você.
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 Sim, amar o próximo, cumprindo assim o grande mandamento, significa acatar as mudanças desse próximo, respeitar seus novos gostos, planos, valores e ideais e, na maioria das vezes, deixá-lo partir. Pessoas que optam por caminhar conosco por toda uma vida são raros, não são a maioria. Acostume-se à ideia.

O pastor Osmar Ludovico escreveu: “Quando nos agarramos àquilo que já perdemos nos tornamos amargos, ressentidos e facilmente caímos no autoengano de julgar o caráter de Deus a partir das nossas circunstâncias.
Sim, todos nós temos perdas, e somos chamados ao exercício de tornar nossas perdas em abrir mão, em entregar”. Lindas palavras, Osmar. Fato é que, quando transformamos uma dolorosa perda em um suave abrir mão, transformamos uma hemorragia que não estanca em um barquinho de papel que desce o rio, suave e melancolicamente, correnteza abaixo.
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Se você enxergar com bons olhos a mudança do outro e deixar partir quem não vê mais em você uma prioridade, estará dando mostras de maturidade, racionalidade e amor. Afinal, aprender a abrir mão de pessoas é um caminho para alcançar a paz, de modo que torne suportável a perda até o dia em que estaremos com Aquele em quem não há mudança nem sombra de variação e que, por isso, jamais deixará de nos ver como prioridade, jamais se afastará de nós e jamais cessará de nos amar como se não houvesse amanhã. Até porque, na eternidade, na verdade não há.
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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício Zágari < facebook.com/mauriciozagariescritor >

A que igreja você pertence?


"Vai haver mais alegria no céu por um pecador..." (Lucas 15:7)

Não faz muito, ouvi uma das histórias do pregador Tony Campolo. Ele estava no Haiti para alguns compromissos, hospedado num hotel barato, numa rua qualquer. No meio da noite, decidiu sair para comer alguma coisa. Já era tarde, estava tudo fechado. Numa das esquinas, um prostituta. Campolo se aproximou da mulher e começaram a conversar. Não foi difícil descobrir os atalhos para o coração despedaçado da mulher de ninguém. Com voz triste, desabafou: "Amanhã é meu aniversário e, quer saber?... Eu nunca tive uma festa, um bolo, uma vela..." O pregador se despediu e, chegando ao hotel, teve uma ideia. 

Falou com a atendente: "Vamos dar uma festa! Compre um bolo. Chame todas as prostitutas da redondeza. Vamos ter uma festa.”

No dia seguinte, às duas da manhã, estavam lá as prostitutas, o bolo e as velas. A aniversariante ficou surpresa, e se sentiu profundamente tocada pelo gesto do homem que a amara sem lhe tocar. Depois de seu discurso silencioso, entre lágrimas, perguntou: "A que igreja você pertence?" A resposta foi: "Eu pertenço à igreja que dá festas de aniversário para prostitutas às duas da manhã."

Eu fico me perguntando se não era essa a religião de Cristo, e a principal acusação que sofria. Era Ele quem conversava com prostitutas, quem comia com pecadores. Era quem tocava leprosos, atendia à meia-noite quem O buscava em secreto. Jesus, o Deus dos aplausos estranhos, da alegria ao avesso, das festas à meia-noite.

A que igreja você pertence?


Pr. Cândido Gomes (via Uma janela aberta para reflexão)

Professor adventista de escola pública estimula alunos a orar


Na sequência do filme “Deus não está morto”, um trecho da Constituição norte-americana é retratado de maneira dramática. Nos Estado Unidos, a oração dentro das escolas públicas é proibida por lei. Os professores são orientados a não falar de Deus e de nenhuma religião dentro do ambiente escolar.

No Brasil, a situação é diferente. O ensino religioso está previsto na Constituição e também nas Diretrizes e Bases da Educação Nacional. O artigo 33 das Diretrizes diz que o ensino religioso faz parte da formação básica do cidadão e que é uma disciplina com horários normais nas escolas, respeitando a diversidade cultural religiosa do País.

Alunos da E. E. Dr. Geraldo Veloso 
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu em setembro deste ano que o ensino religioso nas escolas públicas pode ser confessional. Ou seja, as aulas podem seguir os ensinamentos de uma religião específica. No entanto, a disciplina é facultativa – o estudante escolhe se quer cursar ou não, e não será prejudicado em notas e frequência. Dos 11 ministros do STF, seis votaram a favor do modelo educacional.

No Estado do Pará, o professor adventista Givanildo Moreira tem dado sua contribuição. Ele dá aulas de Química na Escola Estadual Dr. Geraldo Veloso, em Marabá, e conta que não começa as atividades com os alunos sem orar. “A gente sempre faz rodas de conversa, damos as mãos e oramos. Nunca começamos um projeto sem antes colocar Deus em primeiro lugar. E mostramos essa importância de um Deus que fez tudo por nós. Cristo foi até a cruz. Nós temos levado essa mensagem para os jovens”, conta Moreira.
 
Diretora Surama Cunha
Nessa escola, a maioria dos professores são cristãos e apoiam a iniciativa da oração. É o caso da diretora da unidade, Surama Cunha. “A escola é um espaço cultural, onde recebemos alunos de diversas religiões. É um lugar onde se deve cultivar o respeito para com o próximo, independente da sua religião. O papel principal da escola, além do ensino e aprendizagem, é incluir também a questão do respeito ao próximo, porque isso é algo salutar para a vida desse aluno”, afirma.

Lindely Carvalho
A estudante Lindely Carvalho defende a importância de enfatizar a presença de Deus até mesmo nesse ambiente. “Principalmente nos debates sobre criacionismo e evolucionismo, é onde geralmente nós temos mais contato com a teoria criacionista e falamos sobre Deus. Então, os momentos de debate e defesa das teses, apresentação de argumentos, todas essas coisas corroboram para que estejamos, de certa forma, ajudando os nossos colegas a conhecerem um pouco sobre o nosso Jesus tão maravilhoso”, explica.

Para o diretor-geral da Educação Adventista no sul do Pará e especialista em Liberdade Religiosa, Henilson Erthal, a função primordial da educação é formar cidadãos de bem. “Onde nós temos educadores adventistas na rede pública, surge a possibilidade para se compartilhar não as nossas doutrinas, mas os nossos valores mais essenciais. O que mudará, certamente, o comportamento e a visão de mundo de muitos alunos. Mas, que bom que enquanto nós temos liberdade [religiosa], nós podemos fazer o nosso trabalho. Tanto quanto missionários institucionais, como por meio desses missionários voluntários que trabalham nas nossas escolas públicas”, destaca. 


Fonte: https://megaphoneadv.blogspot.com.br/Vandilson Junior (via ASN)

30 questões para o Ano Novo


Certa vez, quando o povo de Deus se tornou descuidado em seu relacionamento com Ele, o Senhor os advertiu por meio do profeta Ageu. “Vejam aonde os seus caminhos os levaram!”, ele disse, levando-os a refletir sobre algumas coisas que aconteciam com eles, e avaliar sua espiritualidade descuidada à luz do que Deus os ensinara.

Mesmo aqueles mais fiéis a Deus, às vezes precisam dar uma pausa e pensar sobre o sentido de suas vidas. É muito fácil passar de uma semana muito corrida para outra sem sequer parar e ponderar para onde estamos indo e para onde deveríamos estar indo.

O começo de um novo ano é o tempo ideal de parar, refletir e pensar sobre nossa vida. Para isso, aqui estão algumas questões para se perguntar em oração na presença de Deus.
  1. O que você poderia fazer nesse ano para aumentar seu prazer em servir a Deus?
  2. Qual é a coisa mais humanamente impossível que você vai pedir a Deus nesse ano?
  3. Qual é a coisa mais importante que você pode fazer para melhorar a qualidade de vida da sua família?
  4. Em qual aspecto espiritual em especial você quer melhorar nesse ano, e como você irá fazê-lo?
  5. Qual é o maior desperdício de tempo em sua vida, e o que você vai fazer a respeito nesse ano?
  6. Qual é a melhor forma que você pode ajudar a fortalecer sua igreja?
  7. Pela salvação de quem você vai orar mais fervorosamente nesse ano?
  8. De que forma você vai tentar, pela graça de Deus, fazer esse ser diferente do ano anterior?
  9. O que você pode fazer para melhorar sua vida de oração nesse ano?
  10. O que você pretende fazer nesse ano que vai fazer diferença nos próximos 10 anos? E na eternidade?
  11. Qual é a decisão mais importante que você precisa tomar nesse ano?
  12. Que área da sua vida precisa mais de simplicidade, e de que forma você poderia simplificá-la?
  13. Qual necessidade você se sente mais levado a suprir nesse ano?
  14. Qual hábito você mais gostaria de criar nesse ano?
  15. Quem você mais deseja encorajar nesse ano?
  16. Qual é o seu alvo financeiro mais importante desse ano, e qual é o passo que você pode tomar nessa direção?
  17. Qual é a coisa mais importante que você pode fazer para melhorar a qualidade da sua vida laboral nesse ano?
  18. O que você poderia fazer nesse ano para enriquecer o legado espiritual que você deixará para seus filhos?
  19. Qual livro, além da Bíblia, você mais quer ler nesse ano?
  20. Do que você mais se arrepende no ano anterior, e o que você vai fazer a respeito nesse ano?
  21. Qual bênção de Deus você mais deseja buscar nesse ano?
  22. Em que área da sua vida você mais necessita de crescimento, e o que você fará a respeito disso nesse ano?
  23. Qual viagem você mais gostaria de fazer nesse ano?
  24. Que habilidade você gostaria de aprender ou melhorar nesse ano?
  25. Para qual ministério ou trabalho você pretende ofertar mais nesse ano?
  26. Qual é a coisa mais importante que você pode fazer para melhorar a qualidade da sua comunhão nesse ano?
  27. Qual doutrina bíblica você quer entender melhor nesse ano, e o que você vai fazer a respeito?
  28. Se aqueles que te conhecem melhor fossem te dar algum conselho, o que você acha que eles falariam? 
  29. Qual é a coisa mais importante que você pretende comprar nesse ano?
  30. Em qual área da sua vida você pretende mudar mais, e como você pretende fazê-lo?
O valor de muitas dessas questões não está em sua profundidade, mas no simples fato de que elas focam alguma questão ou compromisso. Por exemplo, só por pensar em alguém que você deseja encorajar nesse ano, provavelmente você vai se lembrar mais de encorajar essa pessoa do que se você não tivesse pensado a respeito.

Se você acha que essas questões podem te ajudar, talvez seja bom guardá-las em algum lugar – na agenda, calendário, celular etc – onde você pode revê-las com mais frequência que uma vez por ano. 

Pensemos em nossas vidas, e façamos planos e tracemos metas, e vivamos esse novo ano com diligência bíblica, lembrando que “Os planos bem elaborados levam à fartura” (Provérbios 21:5). Mas em todas as coisas, lembremos também de nossa dependência de Deus, que disse que “sem mim vocês não podem fazer coisa alguma” (João 15:5). 


Don Whitney - Traduzido por Filipe Schulz (via Reforma21)

Arautos do Rei tem nova formação para 2018


Com mais de 50 anos de história, o quarteto Arautos do Rei terá nova formação em 2018. A partir de janeiro, Társis Iraídes e Milton Andrade deixarão o quarteto para novos desafios. Ambos receberam convites para exercer outras atividades pastorais.

Fernando Junior
No último dia 6 de dezembro, foi eleito o novo 2º tenor, Fernando Junior, que irá substituir Társis Iraídes. Considerado um dos ícones do Arautos do Rei, o segundo tenor Társis Iraídes é o que está há mais tempo no grupo. Depois de cantar no quarteto por 18 anos, Társis irá assumir a Pastoral Universitária da Faculdade Adventista da Bahia (Fadba).

Fernando Junior é natural de Salvador, Bahia, e tem 32 anos. Desde pequeno tem desempenhado um ministério de louvor e pregação por meio da música, cantando como solista, mas também em grupos e quartetos, como o conhecido Quarteto Sideral.

E nesta quinta-feira, 21 de dezembro, foi nomeado o mais novo componente do quarteto Arautos do Rei, o baixo Robson Rocha. Robson substitui Milton Andrade, que fazia parte do Arautos do Rei desde 2004. Após 13 anos neste ministério, ele sai para atuar como pastor na cidade de Hortolândia-SP. Para Milton, esta é uma etapa que será “encarada com alegria e entusiasmo”.

Esta será a 29ª formação do quarteto, que virá com uma roupagem mais contemporânea no ano que vem, como disse Jader Santos, maestro, compositor e pianista. 

Robson Rocha
“Cada vez que a gente muda, é a hora de decidir para onde vamos. Nesse momento estamos indo para uma nova etapa, mais contemporânea. Inclusive por isso estamos trazendo vozes mais jovens para o Arautos”, contou Jader que revelou ainda ser muito difícil substituir dois integrantes tão queridos pelo público.

Robson conta que recebeu o convite como “uma bênção de Deus” e diz que chega ao quarteto “com o propósito de louvar ao Senhor”. “Espero agradar a Deus e poder alcançar as expectativas da instituição com esse trabalho. Meu desejo é que possamos alcançar muitas pessoas com esse ministério”, finalizou.

Robson Rocha é natural do Rio de Janeiro e começou a cantar e gravar aos 16 anos no Grupo Integração. Fez parte do Quarteto Novo Tempo durante 3 anos e também cantou no Quarteto Vox de 2002 a 2007 e de 2012 a 2017. Trabalha na TV Novo Tempo desde 2007 e vinha exercendo a função de produtor musical da TV. Também tem sido a voz padrão da Novo Tempo para várias produções e comerciais.


Os outros integrantes são Fernando Santos (1º tenor), Denis Versiani (barítono) e Jader Santos (pianista). (via Novo Tempo / ASN / Revista Adventista)

O pecado que mata silenciosamente


Existe um vício do qual homem algum está livre, que causa repugnância quando é notado nos outros, mas do qual, com a exceção dos cristãos, ninguém se acha culpado. Já ouvi quem admitisse ser mau humorado, ou não ser capaz de resistir a um rabo de saia ou à bebida, ou mesmo ser covarde. Mas acho que nunca ouvi um não-cristão se acusar desse vício. Ao mesmo tempo, é raríssimo encontrar um não-cristão que tenha alguma tolerância com esse vício nas outras pessoas. Não existe nenhum outro defeito que torne alguém tão impopular, e mesmo assim não existe defeito mais difícil de ser detectado em nós mesmos. Quanto mais o temos, menos gostamos de vê-lo nos outros.

O vício de que estou falando é o orgulho ou a presunção. A virtude oposta a ele, na moral cristã, é chamada de humildade. De acordo com os mestres cristãos, o vício fundamental, o mal supremo, é o orgulho. A devassidão, a ira, a cobiça, a embriaguez e tudo o mais não passam de ninharias comparadas com ele. E por causa do orgulho que o diabo se tornou o que é. O orgulho leva a todos os outros vícios; é o estado mental mais oposto a Deus que existe.

Parece que estou exagerando? Se você acha que sim, pense um pouco mais no assunto. Agora há pouco, observei que, quanto mais orgulho uma pessoa tem, menos gosta de vê-lo nos outros. Se quer descobrir quão orgulhoso você é, a maneira mais fácil é perguntar-se: “Quanto me desagrada que os outros me tratem como inferior, ou não notem minha presença, ou interfiram nos meus negócios, ou me tratem com condescendência, ou se exibam na minha frente?” 

A questão é que o orgulho de cada um está em competição direta com o orgulho de todos os outros. Se me sinto incomodado porque outra pessoa fez mais sucesso na festa, é porque eu mesmo queria ser o grande sucesso. Dois bicudos não se beijam. O que quero deixar claro é que o orgulho é essencialmente competitivo — por sua própria natureza —, ao passo que os outros vícios só o são acidentalmente, por assim dizer.

O prazer do orgulho não está em se ter algo, mas somente em se ter mais que a pessoa ao lado. Dizemos que uma pessoa é orgulhosa por ser rica, inteligente ou bonita, mas isso não é verdade. As pessoas são orgulhosas por serem mais ricas, mais inteligentes e mais bonitas que as outras. Se todos fossem igualmente ricos, inteligentes e bonitos, não haveria do que se orgulhar. É a comparação que torna uma pessoa orgulhosa: o prazer de estar acima do restante dos seres. Eliminado o elemento de competição, o orgulho se vai. É por isso que eu disse que o orgulho é essencialmente competitivo de uma forma que os outros vícios não são. 

Os cristãos estão com a razão: o orgulho é a causa principal da infelicidade em todas as nações e em todas as famílias desde que o mundo foi criado. Os outros vícios podem, às vezes, até mesmo congregar as pessoas: pode haver uma boa camaradagem, risos e piadas entre gente bêbada ou entre devassos. O orgulho, porém, sempre significa a inimizade - é a inimizade. E não só inimizade entre os homens, mas também entre o homem e Deus.

Em Deus defrontamos com algo que é, em todos os aspectos, infinitamente superior a nós. Se você não sabe que Deus é assim — e que, portanto, você não é nada comparado a Ele -, não sabe absolutamente nada sobre Deus. O homem orgulhoso sempre olha de cima para baixo para as outras pessoas e coisas: é claro que, fazendo assim, não pode enxergar o que está acima de si.

Isso levanta uma questão terrível. Como podem existir pessoas evidentemente cheias de orgulho que declaram acreditar em Deus e se consideram muitíssimo religiosas? Infelizmente, elas adoram um Deus imaginário. Na teoria, admitem que não são nada comparadas a esse Deus fantasma, mas na prática passam o tempo todo a imaginar o quanto Ele as aprova e as tem em melhor conta que ao resto dos comuns mortais. Ou seja, pagam alguns tostões de humildade imaginária para receber uma fortuna de orgulho em relação a seus semelhantes. Suponho que é a esse tipo de gente que Cristo se referia quando dizia que pregariam e expulsariam os demônios em Seu nome, mas no final ouviriam dele que jamais os conhecera. 

Cada um de nós, a todo momento, vê-se diante dessa armadilha mortal. Felizmente, temos como saber se caímos nela ou não. Sempre que constatamos que nossa vida religiosa nos faz pensar que somos bons — sobretudo, que somos melhores que os outros —, podemos ter certeza de que estamos agindo como marionetes, não de Deus, mas do diabo. A verdadeira prova de que estamos na presença de Deus é que nos esquecemos completamente de nós mesmos ou então nos vemos como objetos pequenos e sujos. O melhor é esquecer-nos de nós mesmos.

É uma coisa terrível que o pior de todos os vícios insinue-se assim no próprio centro de nossa vida religiosa. Mas é fácil saber por que isso acontece. Todos os vícios menores vêm do diabo quando trabalha sobre o nosso lado animal. Este vício, porém, não nasce em absoluto da nossa natureza animal. Vem diretamente do inferno. É puramente espiritual: consequentemente, muito mais sutil e perigoso. O diabo ri às gargalhadas. Fica satisfeitíssimo de nos ver castos, corajosos e controlados desde que, em troca, prepare para nós uma Ditadura do Orgulho. Do mesmo modo, ele ficaria contente de curar as frieiras dos nossos pés se pudesse, em troca, nos deixar com câncer. O orgulho é um câncer espiritual: ele corrói a possibilidade mesma do amor, do contentamento e até do bom senso.

Se alguém quer adquirir a humildade, creio poder dizer-lhe qual é o primeiro passo: é reconhecer o próprio orgulho. Aliás, é um grande passo. O mínimo que se pode dizer é que, se ele não for dado, nada mais poderá ser feito. Se você acha que não é presunçoso, isso significa que você é presunçoso demais.

Extraído do capítulo 8 do livro Cristianismo, Puro e Simples de C. S. Lewis

Nota: Segue mais três importantes conselhos de Ellen G. White sobre o pecado do orgulho:
"Deus não pode unir-Se aos que, colocando-se em primeiro lugar, vivem para agradar a si mesmos. Os que assim procedem, no fim hão de ser os, últimos de todos. O pecado que mais se aproxima de ser incurável é o orgulho da opinião própria e o egoísmo. Isso impede todo o crescimento. Quando o homem tem defeitos de caráter, e não obstante deixa de reconhecê-los; quando está tão possuído de presunção que não vê a sua falta, como pode então ser purificado? Como pode alguém aperfeiçoar-se, se já se considera perfeito?" (Mente, Caráter e Personalidade 2, p. 726)
"Deus não considera todos os pecados igualmente graves; há aos Seus olhos, como aos do homem, gradações de culpa; por mais insignificante, porém, que este ou aquele mau ato possa parecer aos olhos humanos, pecado algum é pequeno à vista de Deus. O juízo do homem é parcial, imperfeito; mas Deus avalia todas as coisas como são na realidade. O bêbado é desprezado, e diz-se-lhe que seu pecado o excluirá do Céu; ao passo que o orgulho, o egoísmo e a cobiça muitas vezes não são reprovados. No entanto, esses são pecados especialmente ofensivos a Deus, pois são contrários à benevolência de Seu caráter e àquele desinteressado amor que é a própria atmosfera do Universo não caído. A pessoa que cai em algum pecado grosseiro sente, talvez, sua vergonha e miséria, e sua necessidade da graça de Cristo; mas o orgulho não sente necessidade alguma, e assim fecha o coração a Cristo e às infinitas bênçãos que veio dar." (Caminho à Cristo, p. 30)

"Nada é tão ofensivo a Deus nem tão perigoso para o espírito humano como o orgulho e a presunção. De todos os pecados é o que menos esperança incute, e o mais irremediável.” (Parábolas de Jesus, p. 154)

Fonte: https://megaphoneadv.blogspot.com.br/

Sozinho na igreja de mil membros


Ter relacionamentos reais e profundos parece ser o nosso grande desafio hoje. Há pessoas que aparentam lidar bem com isso porque o fazem de forma natural e espontânea, mas na real, boa parte não consegue contar nos dedos de uma mão os amigos que pode contar numa hora difícil. Há também os que, por timidez ou algum complexo de inferioridade, procuram o distanciamento. O fim disso é a fuga do convívio social e o contentamento com relacionamentos superficiais como os de internet. Eu já vivi os dois extremos e posso dizer que, sendo essa pessoa mais desenrolada ou aquela mais introvertida, você pode estar só, mesmo numa igreja de mil membros.

Viver de boa com todo mundo é até fácil. Basta estar por dentro dos resultados dos últimos jogos do Brasileirão, estar em dia com as séries da Netflix ou por dentro dos acontecimentos que ocorreram durante a semana, isso já seria o suficiente para manter aquele bom relacionamento raso antes e após os cultos. Você será aquela pessoa gente boa que todo mundo procura pra dar um abraço e talvez até lhe chamem de amigo, mas sua relação com eles não passará disso. Também não é saudável fugir das interações sociais nem se privar dos novos vínculos. E você nem precisa se esconder para se isolar, isso pode ocorrer até mesmo dentro de uma igreja. Isso porque a maioria das nossas igrejas são movidas a calendário. Seus membros estão tão ocupados com atividades que não lhes sobra tempo para viver os relacionamentos com qualidade. Não era o ativismo que levava os cristãos da igreja primitiva para o templo ou qualquer outro lugar, mas o desejo de estar junto para aprofundar mais a fé e crescer em Jesus. As coisas se inverteram hoje.

Enquanto essa subcultura gospel, que não tem ajudado a transformar a vida de quase ninguém, puxa os crentes pra dentro das igrejas a fim de os isolar do mundo, Deus chama sua Igreja para fora a fim de transformar vidas e a sociedade, como instrumentos dEle na realização dos propósitos do seu Reino.

Relacionamentos fazem parte do ser humano
Nós somos seres relacionais. É inerente ao ser humano fazer parte de um grupo. Isso porque fomos criados à imagem e semelhança de um Deus que, antes te tudo, vive na trindade uma comunhão única e intensa. Se essa comunhão toda brota de Deus, o primeiro passo para se ter relacionamentos reais e profundos com os outros é buscar um relacionamento real e profundo com Deus. Se o desejo do Pai é nos tornar a cada dia mais parecidos com o seu primogênito, basta olhar para nossos relacionamentos e ver que estamos bem distantes do modelo proposto.

À medida em que eu me relaciono com Deus, minha visão a respeito do outro muda completamente. Isso me leva a outro ponto.

Deus não descarta ninguém. Tem cristão que não engole o fato do amor do Pai estar destinado a todos, até mesmo àquela turma que você odeia (ou não simpatiza, pra não ficar tão pesado) ou àquelas pessoas que pensam diferente de você. Não foram poucas as vezes que reservei um tempo para orar por fulano ou sicrano, a fim de que Deus mudasse seus corações e, no meio da oração, Deus me levou a orar por mim, para que eu aprendesse a lidar com as diferenças que haviam entre eu e elas, e assim fosse uma ponte entre elas e Ele. Daí entendi que a qualidade dos nossos relacionamentos está diretamente ligada à qualidade da nossa relação com Deus.

Não há relacionamentos verdadeiros sem um preço a ser pago
Relacionamentos reais e profundos são aqueles onde você se expõe, mostra tudo de si e também aceita ver tudo da outra pessoa, seja algo bom ou ruim. Especialmente em tempos onde tudo que precisa ser cultivado deixou de ser interessante, nossa missão nesse processo se torna ainda mais relevante. Assim como uma árvore necessita ser intencionalmente regada e cuidada para que cresça saudável e com raízes profundas, assim devem ser os nossos relacionamentos. Se você olhar ao redor verá a quantidade de gente carente de relacionamentos assim.

Se você tem dificuldade de se relacionar, comece buscando um relacionamento íntimo e sincero com Deus. Haverá tanto de Jesus em você que onde você tiver dificuldade de amar o amor dEle suprirá. Se não existir perdão em você, usará o perdão dEle. Se não souber como se aproximar daquela pessoa, Deus criará afinidades e oportunidades onde você menos imaginar. No fim, é isso que o Pai deseja: olhar diariamente pra nós e ver o quanto do seu Filho há em nós, no nosso falar, no nosso pensar, na nossa maneira de tratar as pessoas, nos nossos relacionamentos.


Tiago Castro (via Minha Vida Cristã)

Imagine... se Deus fosse o gênio da lâmpada


Você e boa parte dos mais de 2 bilhões de cristãos já deve ter se perguntado por que Deus às vezes não responde suas orações. Essa dúvida costuma surgir quando o Todo-poderoso parece Se negar a atender ou até mesmo ouvir seus anseios, sejam eles a promoção no trabalho, o sucesso no vestibular, o namoro com aquela morena (ou moreno) dos olhos verdes ou a cura de um parente que está no hospital. Mas, imagine se as coisas fossem do jeito que você quisesse! Se, assim como Jim Carrey no filme Todo-poderoso (2003), você pudesse ficar no lugar de Deus! Olhar a oração da perspectiva dEle pode fazer toda a diferença.

Sem vencedor
As competições esportivas e políticas só terminariam empatadas. Apenas haveria um perdedor se alguém orasse para perder. Isso valeria também para a Copa e as eleições presidenciais do ano que vem, ou até mesmo para a pelada que você joga no fim de semana. Afinal, a qual roda de jogadores que orou antes do jogo Deus atenderia? Ou a qual torcedor que reza por seu time com o terço na mão? E qual candidato Ele elegeria? O religioso da esquerda ou o de direita que fez promessa? Ele daria o poder ao político do governo ou da oposição?

Eu e meu umbigo
“Senhor, eu gostaria de ter um helicóptero particular. Não é por mim, não. É porque o congestionamento está cada vez mais complicado e, com um helicóptero, eu ganharia tempo para ficar com minha família.” Esse seria apenas um dos pedidos, caso Deus Se sujeitasse a fazer nossos caprichos. Dá pra imaginar também milhões de vencedores da Mega-Sena (que ficariam apenas com poucos reais)? Executivos cada vez mais poderosos, políticos com poderes ilimitados... Os pedidos poderiam até parecer legítimos e desinteressados, mas estariam centrados no egoísmo (Jr 17:9) e ignorariam a complexidade do Universo que Deus tem para administrar. 

Viva a preguiça!
Se Deus pode fazer você passar num concurso público ou na prova final do semestre, pra que estudar? Se Ele tem a obrigação de levar seu carro em segurança pra casa, não tem problema se você beber ou dirigir acima da velocidade. Se Ele sempre dissesse sim, o mundo ficaria repleto de seres humanos preguiçosos e cada vez mais negligentes.

O gênio da lâmpada
Deus seria encarado como o gênio da lâmpada mágica dos contos do Oriente Médio, com a vantagem de realizar muito mais que três pedidos. Os papéis seriam trocados: as criaturas ficariam mal acostumadas sendo servidas pelo Mordomo da Bênção. 

Cruz sem Cristo
“Meu Pai, se possível, passe de Mim este cálice!” (Mt 26:39, NTLH). Se Deus respondesse sim para a oração mais desesperadora já feita por alguém, Cristo não teria enfrentado a morte de cruz e a humanidade estaria eternamente perdida. Ainda bem que Jesus completou seu pedido com um “todavia, não seja como Eu quero, e sim como Tu queres”. A oração deve estar baseada na vontade de Deus e não na do homem. 

De passagem
Mas e o que dizer dos pedidos que não são meros gostos pessoais e sim orações legítimas por você ou outras pessoas? Como entender o “não” de Deus quando o que está em jogo é doença, fome, decepção e morte? O “sim” irrestrito dEle para as injustiças da vida está reservado para o futuro (Ap 21:4). Até que isso aconteça, as adversidades servirão de lembretes de que a condição atual não é a ideal, de que somos peregrinos e o melhor ainda está por vir (2Pe 3:11-13). 

Você não é o primeiro nem será o último a questionar Deus. Há cerca de 3.500 anos, Jó – aquele da Bíblia, que teve bastante paciência – colocou o Eterno contra a parede (Jó 30:20). Não era para menos. Em pouco tempo, Jó tinha perdido a riqueza, os filhos e a saúde (Jó 12). E pior: não sabia por que estava sofrendo! Mas o mesmo Jó, em determinado momento de sua experiência dramática, teve um novo vislumbre de quem é Deus. Ele provavelmente entendeu que, quando Deus responde a uma oração, Ele tem em mente as implicações eternas daquele pedido para o indivíduo e para todo o Universo que está envolvido no conflito entre o bem e o mal. Antes mesmo de ter sua sorte mudada, e ainda que nunca tenha compreendido a razão de seu sofrimento, Jó precisava de apenas uma certeza: Deus é sábio demais para errar! (Jó 42:1-6). E os “nãos” dEle podem ensinar a mesma lição fundamental para você. 


André Leite (via Conexão 2.0)

Portal G1 visitou o maior internato da rede adventista no Brasil


Quem acha que os internatos ficaram apenas na memória dos idosos ou no imaginário dos pais repressores, engana-se. Eles existem e abrigam muita gente. O que ficou para trás, no entanto, é o rótulo de reformatório ou local para corrigir jovens indisciplinados. Morar só com os amigos, quando se tem menos de 18 anos, pode ter um significado diferente.

Para os adolescentes do regime de internato do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), no entanto, é preciso obedecer regras. Rígidas, na visão de alguns que precisam cumpri-las.

Igreja do Unasp
G1 visitou o maior internato da rede adventista no Brasil. Ele é um colégio particular que fica em Engenheiro Coelho, a 160 quilômetros de São Paulo. A escola é moradia para 1.510 alunos, sendo 90 do ensino médio, com menos de 18 anos que precisam, portanto, cumprir determinações mais duras em relação aos demais, que estão na faculdade.

Os adolescentes só podem sair da escola com autorização dos pais. Devem estar de volta ao campus até as 18h, e aos quartos até as 22h. Todos são acordados pela manhã pelos monitores, é preciso estar na escola às 7h15. Os residenciais são separados entre meninos e meninas.

Mesmo quem não é adventista precisa frequentar o culto todos os dias. O contato físico entre os jovens não é permitido, assim como o consumo de cigarro e álcool. As meninas não podem usar joias, pintar as unhas ou usar maquiagem muito carregada. O acesso à internet é controlado, nem todos os sites são liberados. Quem descumpre as regras recebe uma “notificação”.

Quando não estão no período das aulas, os alunos podem circular pelo campus que possui 260 alqueires divididos em quadras de esporte, centro de lazer, academia, biblioteca, salas de música e até uma fazendinha onde é produzido parte dos alimentos servidos no refeitório.

ROTINA
Refeitório
A rotina começa cedo. Às 6h, os monitores entram nos quartos para acordar os alunos. Eles precisam tomar café antes de ir para a aula que começa às 7h15. Ao término, às 12h15, os alunos almoçam no refeitório. O cardápio vegetariano nem de longe é unanimidade, e também não é servido refrigerante. Por isso há quem compre alimentos e produtos industrializados de fora do campus.

Residencial
No período da tarde, as atividades variam: tem esporte, aula de música, idiomas, coral ou reforço escolar. Todo mundo precisa ir ao culto pelo menos uma vez ao dia, até quem não é adventista. Há controle de presença por meio da digital.

A maioria também fica no colégio aos fins de semana, mas os alunos podem sair, acompanhados dos pais. No início, porém, a recomendação é de que ele fique pelo menos seis meses ininterruptamente para facilitar a adaptação.
 
CONHECIMENTO EXTRACURRICULAR
A maioria dos alunos do ensino médio que está no internato de Engenheiro Coelho é de família adventista, porém isso não é pré-requisito para a matrícula. São aceitos estudantes de qualquer religião, de todas as partes do país e também do exterior.

Brenda e Marcia
A família de Brenda Pospichil, de 15 anos, é de Porto Alegre, e ela foi para o internato por vontade própria. Diz que conviver diariamente com os pessoas da mesma idade é muito divertido, mas a saudade aperta.

Marcia Brenda Quinto Vieira, de 17 anos, está na Unasp desde 2015. A família mora em Breves, na Ilha do Marajó, no Pará. Ela também quis ir para o internato, assim como o irmão. Neste ano ela termina o ensino médio e pretende estudar engenharia elétrica na Universidade de São Paulo (USP). Do internato, ela conta que vai levar mais do que o conhecimento aprendido em sala de aula.

“A conexão que você vai ter com a pessoa que mora com você vai ser muito mais forte do que com aquela que você encontra simplesmente para estudar. As personalidades são muito diferentes. Você aprende a lidar com pessoas e isso você leva para toda a vida.”

Marcia e Brenda não se conheciam, mas ambas são adventistas e compartilham as mesmas impressões sobre a escola. Durante a entrevista descobriram outra afinidade: a paixão pelos filmes da saga Stars Wars. “Já que você é fã também, vamos marcar de fazer uma maratona ”, diz Marcia para a mais nova amiga.

Para Erick Kiss Murguia, de 16 anos, a experiência é uma forma diferente de poder crescer. “Geralmente os jovens ficam dentro de casa, convivem com os pais toda hora. Aqui você tem de crescer por você mesmo, você acaba criando uma maturidade.”

Pastor Paulo Martini
BOLHA?
Mas nem todos se adaptam às regras da Unasp seja por achá-las duras demais, seja pela distância da família. Neste ano, 15 alunos foram expulsos, segundo o pastor Paulo Martini.

Martini refuta a ideia de que os jovens vivem “descolados" da realidade. “Para muitos, temos um ambiente saudável e ideal para a formação e crescimento acadêmico, físico, sentimental etc. Nós vivemos longe de um grande centro urbano e para algumas pessoas isso já é diferente. (...) Ele não se expõe ao tumulto da cidade, do trânsito, neste aspecto está descolado da realidade.”

A psicóloga da unidade Jessica Sousa Silva, que também passou por um internato durante sua adolescência, diz que mais do que qualquer característica individual do aluno, o que vai fazer ele se adaptar ou não ao modelo, é o significado de sua ida.

“Se ele está vindo para cá como uma aventura, uma descoberta, a probabilidade que ele tenha esse período de experiência como algo positivo, vai ser muito maior. Mas se ele vier para cá como punição, a possibilidade de que ele vivencie isso como uma experiência aversiva é muito maior", diz Jessica Silva.

INTERNATOS
Não há dados oficiais do Ministério da Educação sobre escolas que funcionam no regime de internato porque o censo escolar não coleta este tipo de informação. A rede adventista informou que possui 4.591 estudantes de ensino médio e graduação que moram e estudam no mesmo lugar. Eles estão em 16 instituições espalhadas pelo país.


“O Brasil possui algumas federais agrícolas em regime de internato em Minas Gerais e Santa Catarina, mas é uma proposta diferente porque eles não assumem a responsabilidade pelo aluno assim como fazemos”, diz Paulo Martini, diretor geral da instituição. 

[Com informações de G1]